E se no meio da noite eu te ligar, te pedindo "vem me salvar"?
Não vem!
O coração está inquieto. A ansiedade grita. O corpo agita. Nada parece sossegar.
Mas por que?
Afinal, esta foi uma opção minha. Uma escolha consciente. Um jogar pra cima o destino, caísse onde caísse, afinal, nenhum gato pra puxar pro rabo ficaria pra trás.
E agora, depois de tantas batalhas, a valentia fraqueja. A impossibilidade da decisão me mantrata. Ver o tão esperado lugar escorrer por entre os dedos. A angústia da promessa, somado a pressão dos acordos firmados no calor da emoção. Sinto que estou prestes, muito prestes a explodir.
Três opções, igualmente não tão boas, que igualmente perde-se em ganhar. E a indecisão que me come pelo pé. A angústia que sufoca. A inamobilidade emperra.
Tudo, tudo é pressão. E eu não suporto viver sob pressão.
Pelo menos eu vi.
Obrigada, Deus, por me dar a alegria desse momento. Ano passado, quando tomei posse sozinha, ainda não era o momento.
Eu tive a oportunidade, o prazer, a vitória de ver: pai, mãe, meu amor e minha tia, 4 sorrisos orgulhosos a me ver subir ao palco, distintivo no peito, ofício na mão. Abraço, um dos poucos abraços distribuídos pelo dirigente.
Acalma-te coração. Você já é vitorioso.
Só precisa aceitar. Nem sempre se ganha. Opções dev ser feitas. Seja qual delas, os 4 sorrisos orgulhosos, juntos, ficarão pra sempre guardados.
Não é o fim, é o começo de uma história.
Ninguém chegou no ônibus ja sentando na janelinha.