terça-feira, 6 de setembro de 2016

Medo

O que é o medo, senão uma condição psicológica?
E, como condição psicológica, depende da sua crença de que de pode ser real e da sua permissão para que se realize.
E aí, como saber se o medo vai se tornar real ou não passará de uma sensação?
Difícil...
Tudo depende do arriscar...

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Até aqui, tudo como eu afirmei...

Até aqui, não vejo uma vírgula fora do que eu afirmei que aconteceria.
Você teve que escolher. Cedeu, voltou atrás, firmou decisão que não cederia. E assim o outro lado cedeu. Cedeu o suficiente pra você, em sua ingenuidade, achar que estava no poder.
Não pensou antes de abrir mão, te fez sentir sem importância, pra logo depois voltar com força total.
"Você é livre, mas me chateia x, y e z". E a sua paixão disfarçada de ingenuidade, acredita que se trata de liberdade.
Não quer abrir os olhos, quer comentar com o lobo o que os cordeiros tentam alertar. E acredita no lobo.
E agora te forçaram a tomar a decisão de novo. Ma você acredita que ela parte de você... Ingenuidade, tolice.
Te levaram a fazer a primeira escolha de novo. Só que dessa vez sua crença é de que foi você quem quis, pra parar de magoar... Tolice. Você não passa de uma massinha de manobra em mãos pacientes e experientes.
Só me resta desejar sorte. E que a queda não seja tão dura pra você como foi pra mim...

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Sobre fuga, covardia e outras coisas mais.

E, quanto mais eu penso, mais chego a conclusão de que não passa de uma fuga.
De uma covardia sem sentido, marcada pelo medo, pela mágoa, pelo engano.
Você tenta se afastar e se defender, será que consegue?

Quando eu digo que deixei de te amar
É porque eu te amo
Quando eu digo que não quero mais você
É porque eu te quero
Eu tenho medo de te dar meu coração
E confessar que eu estou em tuas mãos
Mas não posso imaginar
O que vai ser de mim
Se eu te perder um dia

Eu me afasto e me defendo de você
Mas depois me entrego
Faço tipo, falo coisas que eu não sou
Mas depois eu nego
Mas a verdade
É que eu sou louco por você
E tenho medo de pensar em te perder
Eu preciso aceitar que não dá mais
Pra separar as nossas vidas

E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências
Disfarçando as evidências
Mas pra que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração?
Eu sei que te amo!

Chega de mentiras
De negar o meu desejo
Eu te quero mais que tudo
Eu preciso do seu beijo
Eu entrego a minha vida
Pra você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim!

Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você pensa muito em mim
Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você quer viver pra mim


domingo, 7 de agosto de 2016

No fundo eu queria que você estivesse certo. Que não passasse de mais uma aventura, um capricho, uma paixão.
Queria que nesse coração tivesse lugar pra outro sentimento, outra pessoa. Eu poderia por a cabeça no travesseiro e dormir em paz, sabendo que amanhã já não será nada disso, mas não é. Dessa vez não é. 
Queria,  pois amanhã esse coração estaria mais calmo. Mas não é. 
É diferente. Eu sei que é diferente. Dessa vez,  completamente diferente. Novo. 
Um velho novo amor. Ou um novo velho amor. 
Mas está aqui. Forte, latente. Que aperta, que sufoca, que judia, e dói.
E espera.
E vive uma esperança que se recusa a morrer. Algo diz que não acabou. Não acabou pra mim. Nunca acabou. Eu só não soube o tamanho da força que tinha, mas nunca acabou.
E não pode ter acabado aí também. Está adormecido, enterrado, escondido numa pilha de diferentes sentimentos por uma única pessoa...
Sim. Eu queria que fosse só mais uma fase.  Já teria passado. Já teria acabado. Mas está aqui. Crescente. Não importa quanto não o alimente.
Mas se esse é o nosso destino, mate-o. 
Se essa é sua última palavra, mate-o.
Se este é o seu caminho, se é a sua escolha. Destrua de uma vez por todas esse amor maldito dentro do meu peito.
Porque cresce tanto? 
Porque não passa? Não diminui. 
Porque insiste em judiar, maltratar.
Mereço tudo que estou passando. 
Mas não precisava doer tanto. 
Até onde eu vou? Até onde aguento? 
Não muito. Não muito...
Isso ainda vai acabar comigo. 
E eu espero que não demore. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Tempo, Tempo, maldito tempo

E, depois de tudo, será que sobra algo a viver? Depois de tudo, será que sobra algo a perder?
De onde vem toda essa raiva? E de onde vem todo esse amor? 
Essa vontade de viver toda uma vida? 
Essa dor que rasga o peito, essa raiva que invade o coração. 
Eu não quero sentir isso. Eu não posso sentir isso!    
Mas é demais pra mim. É muito pra uma estrutura tão frágil. Eu sou fraca. Eu sou falha. 
Eu só preciso de uma chance. Uma única vez por todas, só preciso de uma chance pra ser feliz. 
Eu só quero fugir desse mundo de ilusão. 
Apenas uma vez na vida, fazer o certo, e ser feliz com ele!
Como arrancar de dentro de mim essa dor sufocante, esse ardor, essa raiva crescente?
Eu não quero sentir isso, eu não quero abrir isso.
Isso não pode tirar minha paz.
Eu só quero paz. Eu só quero amor. Eu só quero ser feliz.
Eu só quero uma vida pra chamar de minha. Sem a influência de um mundo lá fora. Sem a influência de pessoas más. Sem a influência de sentimentos maus.
Eu só quero ser livre. Viver uma história feliz. Eu só quero um final feliz.
Eu não sei até onde tenho forças. Eu não sei até onde consigo lutar. Eu não sei o limite que eu consigo suportar.  Eu só tenho que suportar e suportar e suportar.
Estou perdida e não sei pra onde correr.
Sinto as paredes me esmagando e eu não sei como fugir.
Eu não posso parar de lutar. E não sei pra onde fugir.
Estou cansada de ser forte. 
Estou cansada de ser o que esperam de mim. 
Eu só preciso de uma mão. 
Eu só preciso de um abraço. 
Eu só preciso ser compreendida. 
Tempo, tempo tempo.
Maldito tempo que me deu um sentimento e tirou uma pessoa. 
Tempo maldito, porque não se vai? 
Leva contigo tudo que não tem valor.
Leva contigo essa vida sem sentido.