quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CV - "Curriculum Vitae?", NÃO, CTRL MESMO!

Sabe quando a gente lê algo que nos toca profundamente? Aquela leitura que acelera o coração?
Meu amigo, Felipe Galdiano agora entrou na onda dos blogs, e postou um texto que me perturbou.
Com os devidos créditos, segue:

"...Estava ali embaixo daquela árvore, olhando aquele rosto calmo, límpido, que carinhosamente esquentava minha mão. Era tarde da noite e os meus pais estavam me esperando voltar. Tentava fazer força para movimentar pelo menos os dedos, mas a silhueta era tão perfeita que não queria estragar o momento nem com um único gesto de carinho. Mas eu mal sabia que era por pouco tempo. O tempo passava em uma velocidade sobre-humana, não imaginava nem os segundos, os minutos ou as horas passando naquele momento. Foi quando levantei daquela cadeira e disse que precisava ir embora. Mesmo ela insistindo para ficar um pouco mais eu sabia que não devia estar ali: precisava voltar para casa afinal. Foi quando quase sem ar para juntar uma frase decente só disse: "Eles nem fazem idéia..."
Com um gesto de dúvida ela não questionou nada. Nada mesmo. Mas percebi que também, assim como eu, tentava formular uma frase com aqueles lábios quase secos de tanto gostar de uma boa conversa. Me sentia bem perto dela, isso que me importava. Mas há coisas que devemos não afirmar para o universo sem ter antes uma realidade, uma certeza. Coisas que você gostaria muito de dizer ou gritar mas que não conseguimos soltar. Se fosse amor mesmo eu não teria ido lá para dizer aquilo para ela. Não, não era amor de verdade. Sabia no fundo que ela gostaria que eu ficasse ali antes de partir para uma nova cidade, uma nova vida. Beijei-a uma última vez e disse: "se um dia eu voltar me segure bem firme, nem eles vão poder me impedir. Juro!" ela me abraçou e me deu um longo beijo que me tirou o ar naquele momento...e só sabia que poderia recuperá-lo estando junto dela novamente. Foi quando sai e peguei minha bicicleta; estava voltando para casa."


Quantas vezes o tempo volta para nós ? quantas vezes deixamos um único gesto antes de partir e aquela pessoa não consegue imaginar o tamanho ou magnitude daquele significado ? Quantas vezes ? Você acaba com um momento para finalizar uma conversa ou para fugir dela ?

Tantas perguntas mas quantas delas valem aquele momento ali com a pessoa que você gosta ? Cortar uma conversa, um laço, um toque e um simples café da tarde. Palavras soltas que ficam na nossa imaginação e não conseguimos dizer por medo, por insegurança...por idiotices ? ou por razões talvez.

O final da história acima quem dita somos nós. Quando quer que algo aconteça ela só acontecerá se você permitir. Mas sabe o que eu acho ? Acho que no final aquele casal se deu muito bem no final. Porque a garota segurou o braço do garoto bem forte quando ele voltou...ou talvez ele nem tenha voltado. Mas ela sabia como chegar até ele. E ele sabia como chegar até ela. Não importa aquele vestígio de texto, quem traça um final de história em nossa vida somos nós. A noite está aí. Que tal sair um pouco ? ;)
"

Felipe Galdiano
http://oardacidade.blogspot.com/

Sinta o momento da primeira parte, a sensibilidade de cada descrição!
Saudações

Um comentário:

Felipe Galdiano disse...

Olá minha querida
fico agradecido de coração pelo que fez a parceria foi um sucesso ;) hahahaha.

Tenha ctz que o carinho que tenho pela sua pessoa é maior do que se pensa, saudades de ti sempre! bjos e obrigado por td.